Parque Vila Velha (Paraná)
É estranho quando meu corpo memória traz o cheirinho do meu avô sempre às três da tarde. Meu corpo fantasia me faz flutuar ao imaginar o futuro que desejo e isto também é memória, já que meus sonhos, mesmo os não realizados compõem a minha história.
Olhava horizontes que eu queria alcançar e transpor. Eu saí pelo mundo em odisséia a mim mesma. Meu arquétipo é do viajante solitário. Gosto de mapas e ampulhetas. Meu medo é retornar e não encontrar mais a Rosa. Pior é quando me deparo com uma mulher diferente da menina que fui aos 17 anos. A menina me diz sobre o que realmente sou. E é à ela que eu pergunto: - Estou no caminho certo? - Não, você está procurando atalhos. Você não entendeu nada do que eu queria! E eu, como fênix escalo o poço. Aí, a menina sorri e me diz: você continua a mesma! Não esqueceu dos meus sonhos legítimos e puros.
A menina de oito e a moça de 17 anos nunca irão morrer. Elas estão felizes e protegidas em alguma gaveta do meu corpo memória. Os meus avós: Sr Chinchila e Sr Barão também estão em alguma gaveta do meu corpo. A bailarina dança no meu corpo lembrança. Olho meus pés, meus gestos, meu olhar e vejo a minha mãe. Olho uma criança de olhos grandes precisando de mim.
Meu corpo. Minhas lembranças. Sou poeira com ares de diamante bruto. Embora, toda poeira é parte de um corpo espaço.
O que você quer ser quando crescer?
Eu queria ser bailarina e astronauta.

Eu queria ser amado! Besteira de criança,né?
ResponderExcluirBeijo!